sexta-feira, 12 de outubro de 2007

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Co-fundador da Microsoft busca vida inteligente fora da Terra
Paul Allen inaugura conjunto de antenas que vão buscar vida inteligente no espaço.
Sistema Allen Telescope Array (ATA) fica no Observatório Hat Creek, na Califórnia.

Do G1, em São Paulo, com agências



Foto mostra telescópios da ATA no Observatório Hat Creek. (Foto: Divulgação/Seti Institute)

O co-fundador da Microsoft, Paul Allen, inaugura nesta sexta-feira (12) no norte da Califórnia as primeiras 42 antenas de um conjunto de 350 que se somarão à busca de sinais de inteligência no Universo.

O sistema, conhecido oficialmente como Allen Telescope Array (ATA) (veja o site do projeto, em inglês), fica no Observatório Hat Creek, a cerca de 465 quilômetros a nordeste de San Francisco, e será voltado também para as observações astronômicas.

O ATA é um projeto conjunto da Universidade da Califórnia e do Instituto de Procura de Inteligência Extraterrestre, e consiste essencialmente de um gigantesco receptor de sinais de rádio.

No curso das próximas duas décadas o ATA aumentará mil vezes o número de sistemas estelares examinados na busca de emissões de sinais artificiais.

A busca de sinais de rádio no espaço distante depende, principalmente, da área de coleta desses sinais, isto é a superfície de seu "espelho".

Uma forma de aumentar essa área é a construção de uma antena maior ou a construção de várias menores e interconectadas.

Um exemplo de um "espelho" com antenas múltiplas é o conjunto de rádio telescópio montado no Novo México, e que é formado por 27 antenas.

Os avanços tecnológicos permitem a construção de antenas com receptores de alta qualidade a um custo muito mais baixo, e por isso se tornou econômico a criação de uma rede com um grande número de antenas.

Os pratos individuais das antenas no ATA têm um diâmetro de seis metros cada um e foram se multiplicando durante quatro anos nos prédios do nordeste da Califórnia.

As 42 antenas que Allen inaugura nesta sexta equivalem, em área de coleta de sinais, a uma antena de 40 metros de diâmetro.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Bionic eye could stimulate sight in blind - The Stanford Daily Online

Bionic eye could stimulate sight in blind - The Stanford Daily Online


A group of Stanford researchers this February unveiled a new technology that could someday simulate vision for the blind.
Collaborating in an interdisciplinary effort to present this innovation — a highly sensitive retinal prosthesis called the bionic eye — a team of researchers and faculty members from the Departments of Ophthalmology, Cell Biology, Physics and Neurobiology, as well as from the Hansen Experimental Physics Laboratory, published an extensive article in the Journal of Neural Engineering.
Harvey Fishman, director of Stanford’s Opththalmic Tissue Engineering Laboratory, spearheaded the research, which was funded by the Air Force Office of Scientific Research.
The bionic eye system described in the article is said to be dramatically restorative, unlike corrective laser surgery, and it could potentially benefit people suffering from degenerative retinal diseases, particularly muscular deterioration that occurs with age.
Patients whose photoreceptor cells degenerate become increasingly blind. On his Web site, article co-author Daniel Palanker, an assistant professor of ophthalmology, wrote that although photoreceptors can be destroyed, “many of the retinal neurons that transmit signals from the photoreceptors are preserved for a prolonged period of time.”
The bionic eye theoretically restores lost sight by sidestepping defunct photoreceptors and stimulating these neurons on the inner retina.
The group of researchers began working on the concept four years ago and is currently developing the actual practical machinery, Palanker said in an interview.
According to the article, the key component of the system is a light-sensitive chip, which would be implanted into a patient’s eye. The chip picks up light signals and transmits them to neurons in the retina, where the remaining healthy portion of the eye will naturally process the impulses.
Palanker said that information is exchanged between the chip and other elements of the bionic eye, including a tiny camera, a compact portable computer and infrared video goggles.

Because the material costs of the invention are insignificant, Palanker said he anticipates that “the prosthesis itself will not be much more expensive than a cochlear implant [a device that enhances hearing], which is covered by medical insurances.”
The idea for the retinal implant was pioneered in 1988 by John Wyatt, professor of electrical engineering and computer science at the Massachusetts Institute of Technology, and Joseph Rizzo, associate professor of ophthalmology at Stanford.
Currently, there are several other groups in the United States, Germany and Japan conducting similar research. In fact, the Stanford team collaborates regularly with researchers at Harvard, the University of Southern California and Rizzo’s project at MIT, said Mark Blumenkranz, chair of Stanford’s Ophthalmology Department.
The Stanford bionic eye research is distinguished because of the group’s progress with alternative pathways to neurons in the retina, and also because its goal is to create a very sensitive and accurate prosthesis.
“Our goal is to develop what we consider a high resolution product that would allow the patient to read,” Blumenkranz said.
Because the number of electrodes included on the device is directly correlated to the resolution, Stanford researchers knew they needed to find a way to place as many electrodes near to the neurons as possible without damaging the retina, and they did.
Stacey Bent, associate professor chemical engineering and a member of the project, said Stanford’s research is different also in its use of a chemical chip that uses neurotransmitters to stimulate neurons.
“There are only a couple of groups to my knowledge taking this chemical approach,” she said. “Most others are working on an electrical chip using electrical current to stimulate the neurons.”
However, development of this chemical chip is still in the preliminary stages, Blumenkranz said, adding that “this approach is more sophisticated by closer to a physiological process.”
The public, he said, is more likely to see the electronic version of a bionic eye sooner, a prototype of which will be tested on animals later this year. Human testing will likely commence within another two years, and the first device suitable for clinical use could be available within five to 10 years.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Reparo de DNA torna bactéria 'imortal'





Pesquisa mostra como microrganismos conseguem passar milhares de anos congelados. Metabolismo baixo mas funcional impede degradação de seu material genético.

Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo entre em contato
ALTERA OTAMANHO DA LETRA
Duane Froese/Divulgação
Solo congelado do Canadá que abriga bactérias 'imortais' (Foto: Duane Froese/Divulgação)
Saiba mais






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» Grupo 'reinicia' bactéria com DNA de outra
Algumas bactérias, feito vampiros derrotados apenas temporariamente, conseguem permanecer em estado latente durante milhares e até milhões de anos para depois ressurgir. Ninguém sabia como os microrganismos realizavam essa façanha, mas uma equipe internacional de pesquisadores parece ter desvendado o mistério: as bactérias parecem corrigir constantemente seu DNA, mesmo quando aparentemente congeladas.

O estudo, coordenado por Eske Willerslev, da Universidade de Copenhague (Dinamarca), avaliou bactérias do Canadá, da Antártida e da Sibéria que vivem (ou vegetam, na verdade) no chamado permafrost, o solo permanentemente congelado dessas regiões. Os pesquisadores obtiveram amostras de DNA bactéria de áreas de permafrost que estão "hibernando" há até 1 milhão de anos.

O material genético é importante porque, até agora, acreditava-se que as bactérias congeladas passavam o tempo todo em estado dormente. É uma espécie de "modo de hibernação" no qual todas as principais funções celulares são travadas. O problema é que, nesse estado, a tendência é que o DNA de qualquer ser vivo comece a sofrer modificações lentas e inexoráveis em sua estrutura química, de tal forma que a bactéria teria sua sobrevivência comprometida.

Ao analisar os fragmentos de DNA obtidos até uma idade de cerca de 500 mil anos, os pesquisadores descobriram pedaços muito grandes de material genético, que em geral só são conseguidos com organismos vivos: se uma planta, animal ou micróbio está morto, seu DNA vai se quebrando em pedacinhos bem menores que os conseguidos na pesquisa.

Além disso, a análise genética não revelou nenhuma das alterações químicas esperadas em células que estão no estado dormente. E medições da emissão de gás carbônico -- a marca da "respiração" celular -- também revelaram a presença de metabolismo entre os microrganismos. Ou seja, em vez de entrarem num estado totalmente dormente, as bactérias na verdade continuam em atividade, mas de forma mais leve -- o que já é suficiente para que durem longos períodos de tempo com seu DNA sadio.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Israel cria microrrobô que poderá combater câncer

O trabalho de dois jovens cientistas de Haifa, ao norte de Israel, atraiu holofotes do mundo inteiro. Eles inventaram um microrrobô com aparência de inseto capaz de se agarrar às paredes dos vasos sanguíneos mesmo contra a corrente.

Veja o site do Fantástico
Com um milímetro de diâmetro e quatro de comprimento, a novidade, já testada em tubos plásticos e artérias de animais, é movida por um campo magnético, que controla o movimento e a velocidade, sem a necessidade do uso de cabo ou bateria. Por enquanto, há apenas uma limitação: o robô só anda em um sentido. "Estamos trabalhando em um que ande nos dois sentidos. Mas para algumas terapias, é interessante que ele permaneça no corpo, como um implante. Feito de silicone, ele é biologicamente compatível", diz o professor Moshe Shoham.
Depois de tantos cálculos e testes, os inventores parecem ansiosos para ver o ViRob, ou robô vibratório, em ação na medicina. "Ele poderia, por exemplo, levar uma partícula radioativa a um lugar específico, no tratamento de câncer. Em vez de uma quimioterapia, que afeta o corpo todo", diz um dos cientistas.
O custo não deve ser problema, já que o preço comercial seria de algumas centenas de dólares, somente. O próximo passo será os testes clínicos com seres humanos em dois ou três anos, segundo estimativas dos pesquisadores.
Ficção científica
Até então, o feito dos dois jovens só era possível na ficção. O filme "Viagem Fantástica", por exemplo, um clássico do cinema, de 1966, conta a história de um grupo de cientistas em miniatura que salva a vida de um homem ao dissolver um coágulo no cérebro dele por meio da corrente sangüínea. O filme "Viagem Insólita", de 1987, mergulhou no mesmo tema. Nos dois casos, veias e artérias são desbravadas em submarinos microscópicos.

STAR POWER




Star Power
04.24.06
One billion miles per gallon -- that's how far a car could travel if it were powered by a typical black hole. Scientists with NASA's Chandra X-ray Observatory recently arrived at this estimate after determining black holes are the most fuel-efficient "engines" in the universe, a discovery that highlights a black hole's economical performance and its benefits. Image to right: Chandra scientists wondered why twin bubbles developed in vast clouds of hot gas surrounding some supermassive black holes. Credits: X-ray: NASA/CXC/Stanford U./S. Allen et al. IR: NASA/ESA/McMaster Univ./W. Harris Radio: NRAO/VLA + View Larger Image "Just as with cars, it's critical to know the fuel efficiency of black holes," said Stanford University's Steve Allen, lead author of the study. "Without this information, we cannot figure out what is going on under the hood, so to speak, or what the engine can do." Observations made with Chandra show that as matter falls toward a supermassive black hole, it releases enormous amounts of energy. The surprise revelation is that most of this energy goes into producing immense jets of particles that erupt from it at nearly the speed of light.


The jets were discovered when images from Chandra showed something was blowing giant bubbles into gas clouds surrounding black holes. Scientists were able to estimate the strength of the jets by determining the force and size needed to form such cavities. Their intensity shows researchers that black holes make mind-bogglingly good use of available resources. "If a car was as fuel-efficient as these black holes, it could theoretically travel over a billion miles on a gallon of gas," said co-author Christopher Reynolds of the University of Maryland. Image to left: An artist's illustration shows a close-up view of a supermassive black hole in a galaxy's center. Gas becomes hotter as it approaches the black hole, turning from red to yellow to white. Most of the gas is swallowed by the black hole, but some is launched in jets away from the black hole at almost the speed of light. Credit: CXC/M. Weiss + View Larger Image Engines, of course, perform work. In the case of black holes, the results of this study suggest the job of their jets is to possibly limit the numbers of stars that form near them. Untold numbers of stars could condense from a black hole's hot gas clouds if the clouds are allowed to cool enough. The unbridled process could sprout billions of extra stars, perhaps crowding the cosmic neighborhood. The high-velocity jets stop this from happening by keeping cloud temperatures high and star formation in check.

Coordenadoria de Comunicação - UFRJ - www.olharvital.ufrj.br


Coordenadoria de Comunicação - UFRJ - www.olharvital.ufrj.br: "A lagoa de Araruama, no litoral do Rio de Janeiro, foi a fonte da descoberta de um novo tipo de espécie. A bactéria “Candidatus Magnetoglobus multicellularis” foi encontrada pela equipe do professor Ulysses Lins, do Instituto de Microbiologia Professor Paulo de Góes, da UFRJ. Estas “Magnetoglobus” são diferentes por diversas razões. Elas são compostas por várias células bacterianas, que formam uma estrutura em esfera. Se um ímã for colocado próximo a este conjunto, elas responderão ao campo magnético. Acredita-se que estas bactérias utilizam esta “funcionalidade” para navegar nos sedimentos e na água, guiando-se pelo campo magnético da Terra. Essas bactérias apenas respondem ao campo magnético, se movem e se multiplicam se estiverem juntas. Essa é uma das características peculiares da espécie. “Outra característica é o ciclo de vida, totalmente multicelular: “elas se dividem, aumentando o tamanho de suas células e, aproximadamente, dobrando o volume de todo o organismo. Este é um método diferente das células não-magnéticas, e uma novidade na microbiologia. Acreditávamos que toda vez que algum microorganismo fosse se dividir, ele tivesse que passar no ciclo de vida dele por uma etapa em que apenas tivesse uma célula. O comum é que se tenha uma célula que saia e cresça para formar um indivíduo, como por exemplo, o espermatozóide e o óvulo, as células reprodutoras da nossa espécie”, explica Ulysses. Pelo fato de a “Magnetoglobus” ser bastante diferente das outras bactérias, reuniu caracter"

sábado, 25 de agosto de 2007

‘Maconha do cérebro’ salva células-tronco











Na fotografia um corpo embrióide, estágio de cultura das células-tronco embrionárias investigado pela pesquisa (Foto: Divulgação/NSF)


Por: Reinaldo José Lopes ( Do G1, em Águas de Lindóia)


Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram uma maneira aparentemente simples de salvar da morte as células-tronco que estão a caminho de se transformar em neurônios: basta estimular nelas a mesma fechadura química que “recebe” o princípio ativo da maconha no cérebro. É uma peça curiosa no quebra-cabeça das células-tronco embrionárias, capazes de assumir a função de virtualmente qualquer tecido mas ainda indomadas no laboratório. A pesquisa foi apresentada pelo aluno de mestrado Jader Nones durante a XXII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental, realizada em Águas de Lindóia (interior de SP). Junto com seu orientador, Stevens Kastrup Rehen, Nones está tentando criar maneiras mais apuradas de transformar as células-tronco, de seu estágio inicial e não-especializado, em células nervosas, úteis para estudar doenças neurodegenerativas ou, quem sabe, tratá-las. Um dos passos-chaves no estudo das células-tronco embrionárias é a formação dos chamados corpos embrióides. Essas esferas cheias de células apresentam os primeiros passos na especialização celular, com o aparecimento dos tipos básicos de tecido humano. Nessa fase, os pesquisadores da UFRJ usam o ácido retinóico, que ajuda as células a se encaminharem para a forma de neurônio. Mas há um porém. “Tem uma mortalidade celular que é intrínseca à diferenciação causada pelo ácido retinóico”, explica Rehen. Com isso, perdem-se células. A equipe se perguntou, então, o que aconteceria se fosse estimulado o sistema canabinóide. Como o nome, derivado de Cannabis (a alcunha científica da maconha), sugere, esse sistema ajuda a absorver substâncias cuja estrutura molecular se parece com a do princípio ativo da erva. O próprio organismo produz essas substâncias, que desempenham uma série de funções importantes no sistema nervoso e imune, por exemplo. “Em neurônios adultos já havia indícios de uma ação protetora do sistema canabinóide”, conta Nones. De fato, entre as células que sobreviviam à ação do ácido retinóico, muitas apresentavam uma ação aumentada do CB1, justamente um dos receptores (fechaduras químicas) que permitem a ação dos canabinóides. Nones, então, testou o que aconteceria se fosse adicionada às células uma substância que favorecesse a ação do CB1. O resultado? A mortalidade das células-tronco em fase de especialização caiu 50%. “E isso sem afetar a proliferação celular”, afirma Rehen. Nones também conduziu experimentos que sugerem uma ação específica do CB1: quando outra substância, capaz de deter a ação do receptor, entrou na equação, o efeito protetor desaparecia. “A expectativa é você ter uma produção maior de neurônios do que a que você teria numa situação sem o canabinóide. Isso sem contar que é interessante ver que o sistema canabinóide está influenciando a morte celular associada à diferenciação”, explica Rehen. Os cobiçados neurônios que um dia poderão ser usados para regenerar um cérebro afetado pelo mal de Parkinson agradecem. O repórter Reinaldo José Lopes viajou a convite da Fesbe.